Colocados em lados opostos, Cristo e a circuncisão. Aquilo que outrora despontava como a mais nítida distinção de um povo rico em religiosidade, agora é confrontado com o centro, e ao mesmo tempo o extremo paradoxal de sua própria convicção. Penso nisso com gotas de reflexão de minha árdua caminhada entre um sistema recebido e aprendido, com estacas fincadas pelo caminho delineando uma direção fria e insípida, comparado com um universo de descobertas com um imenso espaço a frente, sem limites nem caminhos pré concebidos, comunicando uma imensa liberdade de escolhas e decisões, me libertando da velha circuncisão, ainda que não física nem lógica, mas uma sombra hipócrita de controle descabido, que só se torna útil na medida em que descortina minha incapacidade de cumprir seus decretos pontuais. O eterno mestre abre as portas da liberdade e traz de frente de meus olhos uma jornada sobremaneira excelente. Em vez de pisar em pedras marcadas meticulosamente, a pluralidade de opções norteadas apenas pela vital condição de desprezar o egoísmo e fixar os olhos na placa iluminada inexplicavelmente por uma fé racional, mas incompreendida e desprezada tanto por céticos como por religiosos, que só pode ser vista através dos olhos reveladores daquele que habita incansavelmente o interior, muitas vezes confuso, dos que abriram as portas ao dono desse frágil tabernáculo, que com maestria indica nessa placa iluminada o mistério oculto, embora conhecido de todos, que define o sucesso daqueles que se prestam a observá-lo com a sensatez de segui-lo: “o amor”
Esse assusta e afugenta com veemência todas as futilidades pelas quais lutamos todos os dias, quando trocamos o excelente pelo inócuo.
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