quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Perpetuação do “legitimus” porém não “verus”

Estou deveras impressionado de ver o quanto nosso país evoluiu na questão de justiça, a velha representação romana de uma deusa com os olhos vendados, numa mão uma balança representando a equidade, e na outra uma espada representando a sua rigidez. Só não sabiam os tão dignos romanos que um dia se criariam recursos tais como um providencial orifício quase que imperceptível na venda, que permite à senhora justiça examinar furtivamente os fatos, bem como um dispositivo inserido ocultamente na balança que a leva a pender para um lado determinado, e ainda uma desfiguração sutil do fio da espada, que desfere suaves golpes provocando risos debochados ao invés de provocar dor e respeito pelos fortes braços da dona Justiça. Essa é a situação que assistimos ao ver os ministros do nosso supremo com palavras eloquentes defendendo com a sua própria vida, se necessário, o direito sagrado de bandidos e quadrilheiros se defenderem do que deveria ser a última instancia dos nossos tribunais. Nada de ilegítimo, pois, nas pequenas linhas de nossa legislação ultrapassada e tendenciosa, apoiadas por complexos regimentos com parágrafos e mais parágrafos grafados com a maior competência das melhores mentes de nosso país, que pela sua complexidade e profundidade, é claro, permite vagas e tendenciosas interpretações a ponto de, não sei como, dos onze ministros votantes, seis conseguirem com a mais deslavada justificativa, descordar no campo da interpretação, dos outros cinco.  Isso seria engraçado, caso não atentássemos para o triste fato de que a matéria julgada, objeto dos famosos “embargos infringentes” foi discutida e esgotada pela maior parte desses mesmos ministros durante seis meses, levada lamentavelmente em doses homeopáticas à sociedade brasileira, num custo processual incalculável, e que esses mesmos ministros terão que examinar alguns desses pontos novamente, por período provavelmente igual ao já decorrido, e que como existem prazos legais a se cumprir, isso provavelmente só começará a ser feito no próximo ano, gerando outro monstro processual caríssimo à nação. 
Mas tudo bem, ainda que fechemos nossos olhos para tudo isso, dói muito mais quando pensamos não no “legitimus”, que é o sagrado direito de defesa, mais para o “verus”, ou seja, quando vemos escancarados todos os efeitos nocivos e provas contundentes de tudo o que foi praticado por esses digníssimos homens públicos. Atos comprovadíssimos, não só em suas provas materiais, como também em seus efeitos, se é que acompanhamos tão escabrosa matéria. 
Nesse ponto desafio aos que estão lendo esse desabafo, a analisarem um pequeno detalhe desse tão vergonhoso pano de fundo do nosso país: quais foram os beneficiados por essa decisão? Será que isso não nos envergonha, será que isso não provoca-nos náuseas, principalmente quando vemos alguns desses beneficiados pousando de íntegros diante das câmeras das mídias, vomitando discursos de inocência, e no canto da boca expressando leves sorrisos de deboche. Deboche de quem? Seria da ineficiente, cega, desequilibrada e inoperante senhora justiça, ou daqueles que estão pagando o preço por esse espetáculo vergonhoso o qual nos negamos a acreditar, mas somos forçados a aceitar.  Então só podemos concluir que o nosso sistema tão inteligente, profundo e complexo foi criado exclusivamente para, independentemente do custo e das consequências propor a perpetuação do “legitimus” porém não “verus”

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Atitude de Vitória !!!


Como é comum assumirmos posturas derrotistas, basta um tropeço, para nos encontrarmos isolados em nosso templo de auto piedade interior, com questionamentos e justificativas das quais nos esforçamos para apresenta-las a nós mesmos, numa tentativa desesperada de legitimar nossa inércia emocional. Isso não chega a ser uma novidade, é uma tendência defensiva do ser humano, a fim de blindá-lo contra as decepções e sofrimentos da lida.
Embora pareça ser uma fuga, isso não passa de um paliativo, empurrando decisões importantes, porém difíceis mais para frente, adiando reações desbravadoras.
Porque estou falando isso? É que Deus tem me incomodado a respeito desse tema. Sei que todos têm direito a se abater diante de uma dificuldade, mas o que não pode acontecer é ficarmos prostrados todo o tempo, Isso não é saudável.
A palavra que Deus colocou em meu coração nesse final de semana foi a seguinte: “É chegado o tempo de Vitória”.
A Bíblia diz que temos a mente de Cristo, o que não quer dizer que sabemos tudo que tem em sua mente, mas que podemos compreender as coisas espirituais, que Ele nos revela.
Sendo assim, podemos entender o que diz no texto de II Cor. 4:8-9 “Em tudo somos atribulados, mas não angustiados; perplexos, mas não desanimados. Perseguidos, mas não desamparados; abatidos, mas não destruídos” O Resumo desse texto é que nós podemos até ser fortemente atacados, mas não destruídos. Alguns percalços podem vir pelo caminho, mas a conclusão é que seremos vencedores, e para tanto devemos adotar essa postura, pensando no que disse Paulo em Fil. 3:13, deixando as coisas que para traz ficaram e avançando para as que estão diante de mim.
O que Deus pode ter para mim, no futuro senão a vitória, pois em Rom. 8: 37 diz que somos mais que vencedores por aquele que nos amou.
O que tem haver nossa postura com o desfecho das coisas espirituais em nossas vidas? Tem tudo haver, pois nossa postura mostra nossa confiança, uma postura derrotada, demonstra que não estamos confiando em nosso general, ao passo que uma postura vitoriosa demonstra o quanto confiamos nEle.
Algumas coisas são curiosas na personalidade de Deus, porque por exemplo, Ele fez uma triagem do povo que seguia com Gideão para a batalha? Trinta e dois mil soldados foram reduzidos a trezentos, para lutar contra um exército inumerável. Com certeza o motivo principal era para mostrar que a vitória viria das mãos de Deus e não da força do exército, mas analisando o texto vemos que a primeira triagem proposta por Deus ao povo foi que os tímidos e medrosos, voltassem, e o mais intrigante, é que dos 32000, 22000 retornaram porque eles próprios reconheceram que suas posturas eram de derrota, de medo, timidez, de falta de confiança. Essa é uma grande lição de Deus. Ele quer em suas fileiras soldados com postura vencedora, que confiam no seu general, e não temem o inimigo.
Vamos erguer a cabeça, olhar para o alvo, e levantar o estandarte da vitória, pois nosso Deus não entra na batalha para ser vencido e sim para vencer!
Amem, que Deus abençoe com esse ímpeto todos os que lerem esse texto.

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

MACONHA X SEGURANÇA
Algo curioso me chamou a atenção nos noticiários essa semana. Depois de ter um jovem assassinado numa tentativa de assalto em um estacionamento da USP em São Paulo, e de várias reclamações sobre a falta de segurança no campus, a reitoria da universidade firmou um convênio com a polícia militar para policiamento do campus.
Curiosamente essa semana ouve-se nos noticiários, uma grande manifestação dos estudantes, incluindo confrontos e ocupações de prédios da faculdade, protestando contra a presença da polícia no campus.
Em linguagem bem popular surge o questionamento: “Ué, o que tá acontecendo?”
É bem simples de explicar, é que os policiais abordaram alguns estudantes usando maconha. Como, que absurdo, quem deu a esses policiais o direito de abordar estudantes dentro do campus? E ainda mais, só porque estavam usando uma droga ilegal?
Com certeza, os estudantes tinham mesmo que se manifestar, porque afinal de contas o campus de uma universidade pública é um território regido por legislação própria, que dá aos seus estudantes o direito de agirem acima da lei imposta a nós meros mortais.
Com isso eles estão dizendo com letras garrafais: “Se quiserem vir assaltar e matar estudantes aqui no campus fiquem a vontade, apenas não venham nos tirar o direito de fumar maconha”.
Fico pensando qual estará sendo a reação dos pais do aluno Felipe Ramos de Paiva, que foi assassinado, vendo a forma que o valor da vida humana tem sido barganhado com o mero direito de uma liberdade desmedida e irresponsável. Penso também na qualidade das cabeças pensantes de nosso país, dentro de uma das melhores e mais renomadas universidades do mundo, de onde vão sair nossos médicos, engenheiros, educadores, e outros profissionais.
Essa odisséia de direitos e idéias não é em nada estranho aos atentos, que estão sensíveis às transformações que nossa sociedade vem sofrendo. Ha algum tempo temos assistido uma troca de prioridades, uma inversão de valores que certamente trarão suas conseqüências.
Lembro que ha alguns anos atrás, em meio a altíssimos índices de inflação, alguns economistas destacaram a desconexão do valor monetário dos bens em relação ao seu valor real. Algumas comparações foram feitas, tais como um biquíni, que utilizava menos de meio metro de tecido, custava mais que um aparelho de televisão, que utiliza componentes caros e tem um custo de produção bem maior que o biquíni. Isso aconteceu num momento de confusão causado pela flutuação constante dos preços pela forte agressão da inflação, a ponto desses valores se confundirem.
E o que isso tem a ver com a situação dos nossos dias? Muito a ver, vivemos um momento de forte inflação de valores, que foram tão bombardeados com constantes flutuações, que o seus valores reais estão desconexos.
Não me perguntem como retomar ao valor real de cada coisa porque eu não sei, apenas aprendi com a situação da economia, que só foi possível um reencontro dos valores com a escassez de recursos, quando eles foram confiscados num plano econômico no governo Collor.
Talvez, seja preciso uma situação de caos, a fim de se entender que a segurança de centenas de estudantes é mais importante que o direito ao uso da maconha por alguns estudantes inconseqüentes; Que o direito da maioria, não pode ser podado a favor de alguns; Que reivindicar seus direitos não é depredar propriedades públicas, que pertencem à comunidade, e muito mais àqueles que estão fazendo uso dela. É bom lembrar também que não estamos tendo um excelente exemplo por parte de nossos líderes e políticos, que a situação esta beirando o caos, porque só se fala de corrupção nos noticiários, e que tudo isso pode contribuir muito para desestruturar a sociedade.
Clamo então ao bom senso, e a um verdadeiro espírito Cristão, e acima de tudo a um sentimento de cidadania e sociedade. Não podemos permitir que os valores inflacionados da nossa época ataquem tão fortemente as bases de nossa sociedade, não podemos dizer amém a todo tipo de manifestação, e eu quero aqui exercitar minha cidadania, e mostrar meu repúdio à atitude desmedida desses estudantes baderneiros que destruíram propriedade pública em nome do direito de fumar maconha. (nunca pensei que escreveria isso).
Nem todos temos os mesmos princípios, nem todos somos cristãos, nem todos fomos bem educados, mas todos fazemos parte de uma mesma sociedade, e isso exige respeito e sociabilidade.
Pensemos nisso!
Odair B. Silva

sexta-feira, 6 de maio de 2011

A dura realidade do "Crer e Viver"

Existe um dilema intrigante no desenrolar da nossa caminhada, que às vezes de forma explícita, outras de maneira imperceptível, incomoda nosso íntimo por diversas fases de nossa vida. As vezes os cuidados desta vida ocupam mente e corpo com afazeres, muitas vezes, desnecessários e predatórios, porém, encontramos nisso uma dose de utilidade, a medida em que não permite que essas crises aflorem descontroladamente em nosso cotidiano.
Mas a grande dificuldade é confrontar o que cremos com o que vivemos, Muitas vezes penso, porque não podemos viver no mundo íntegro que idealizamos? Porque a distância entre o que cremos e o que vivemos, abre uma profunda fenda em nosso caminho? De quem será a culpa desse triste paradoxo?
Não existem respostas simples para essas perguntas, resta-nos entender a dura realidade de nossa fragilidade.
Exemplos disso acumulam-se aos montes nas escrituras, e se não nos alegram, ao menos nos confortam ao passo que podemos nos comparar com esses personagens e perceber que não somos uma estirpe humana piorada, nem melhorada dos nossos antepassados, nem tão pouco estamos na posição de julgar positiva ou negativamente, apenas sermos meros expectadores e observadores dos erros e acertos desses homens e mulheres do passado, tentando aprender um pouco de tudo. Não fora isso talvez nos faltasse forças para lidar com nossas próprias crises.
Vemos o caso de Davi, saiu do campo onde cuidava de ovelhas, para defender sua nação, sua honra e a imagem do seu Deus de um gigante que respirava afrontas contra todas essas coisas, diante de um exército de homens preparados, porém amedrontados, galgou a vitória pela sua fé e coragem, e foi escolhido por Deus para ser o regente de uma nação. Todavia, toda essa grandeza de convicções, aliados a uma fé operadora, foram em um só golpe lançados ao chão pela simples figura de uma mulher que se banhava enquanto Davi a observava, a partir daí desencadearam-se uma sucessão de erros com severas conseqüências.
E assim como Davi, muitos outros experimentaram o amargo sabor de seus erros, o que faz de nós expectadores de uma realidade cruel: “nem sempre conseguimos agir como cremos”, e isso ainda que não possa ser usado como desculpa, ou pretexto para nossos erros, nos estimula ao acerto, ao mesmo tempo que revela o quão frágil somos.

terça-feira, 3 de maio de 2011

Reflexão sobre Galatas 5:1-15

Colocados em lados opostos, Cristo e a circuncisão. Aquilo que outrora despontava como a mais nítida distinção de um povo rico em religiosidade, agora é confrontado com o centro, e ao mesmo tempo o extremo paradoxal de sua própria convicção. Penso nisso com gotas de reflexão de minha árdua caminhada entre um sistema recebido e aprendido, com estacas fincadas pelo caminho delineando uma direção fria e insípida, comparado com um universo de descobertas com um imenso espaço a frente, sem limites nem caminhos pré concebidos, comunicando uma imensa liberdade de escolhas e decisões, me libertando da velha circuncisão, ainda que não física nem lógica, mas uma sombra hipócrita de controle descabido, que só se torna útil na medida em que descortina minha incapacidade de cumprir seus decretos pontuais. O eterno mestre abre as portas da liberdade e traz de frente de meus olhos uma jornada sobremaneira excelente. Em vez de pisar em pedras marcadas meticulosamente, a pluralidade de opções norteadas apenas pela vital condição de desprezar o egoísmo e fixar os olhos na placa iluminada inexplicavelmente por uma fé racional, mas incompreendida e desprezada tanto por céticos como por religiosos, que só pode ser vista através dos olhos reveladores daquele que habita incansavelmente o interior, muitas vezes confuso, dos que abriram as portas ao dono desse frágil tabernáculo, que com maestria indica nessa placa iluminada o mistério oculto, embora conhecido de todos, que define o sucesso daqueles que se prestam a observá-lo com a sensatez de segui-lo: “o amor”
Esse assusta e afugenta com veemência todas as futilidades pelas quais lutamos todos os dias, quando trocamos o excelente pelo inócuo.

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Deus é Fiel

Com esse Blog, meu interesse é através de minhas experiências e a de outras pessoas, analisar a expressão tão usada por tantos "Deus é Fiel".

Sei que essa expressão é usada até de modo leviano por ai, porque se criou uma idéia de que palavras têm poderes que se assemelham a poderes mágicos, ao ponto de o simples fato de citar uma frase, ou colocar em seu estabelecimento, sua casa, ou em seu veículo uma frase ou expressão, que de qualquer forma invocam coisas positivas em nossas vidas, em si próprias tem o poder de mudar as situações.

Mas na prática não é assim, o fato de que Deus é fiel, não é mudado por nada, inclusive pela atitude deliberada de alguém em não crer nisso. Por mais importante ou influente que essa pessoa possa ser, ela não tem o poder de mudar esse fato.

Mas destrinchando em miúdos, o que significa a expressão "Deus é Fiel"?
Não significa que Deus vai abençoando cegamente qualquer pessoa que se disponha a se declarar do lado de Deus, e que uma vida de observação das escrituras exime alguém de passar por provações, muito pelo contrário, a fidelidade de Deus O leva a usar as provações a fim de aperfeiçoar a vida daqueles que se aproximam dEle.Mas pode estar certo de uma coisa, quando Deus entrega algo como promessa, certamente isso vai se cumprir, pois isso é que Define Deus como fiel.

Com o tempo vou me esforçar para postar aqui artigos e matérias que comprovem isso.

Aguardem, e vão descobrir, não há nada mais desafiador do que descobrir sobre os atributos e a pessoa de Deus.

Um grande abraço a todos, que Deus possa fazer a diferença na sua vida.
Odair